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Tomada de decisão sob incerteza na Gestão de Projetos: como escolher a melhor estratégia? 

Isabella Holouka

Publicado em

6 minutos de leitura

A gestão de projetos envolve lidar com desafios constantes, desde prazos apertados até imprevistos que podem comprometer os resultados esperados. Em um cenário onde a incerteza é uma variável inevitável, tomar decisões estratégicas se torna essencial para garantir o sucesso dos projetos. 

Mas como fazer escolhas quando não há informações completas sobre os impactos futuros? A resposta está no uso de metodologias de tomada de decisão sob incerteza, que permitem estruturar o processo decisório e minimizar riscos. 

Neste artigo, exploramos as principais metodologias utilizadas na gestão de riscos em projetos, destacando como cada uma delas pode ajudar gestores a enfrentar desafios e otimizar resultados. 

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A importância das metodologias de tomada de decisão sob incerteza 

A incerteza é uma característica inerente a qualquer projeto. Mesmo com um planejamento detalhado, eventos inesperados podem ocorrer, impactando prazos, custos e entregas. 

Em um ambiente de negócios dinâmico, onde mudanças acontecem rapidamente, a gestão de riscos em projetos se torna uma vantagem competitiva. Organizações que utilizam metodologias estruturadas para tomar decisões reduzem a probabilidade de falhas e garantem maior previsibilidade nos resultados. 

As metodologias de tomada de decisão sob incerteza ajudam os gestores a escolherem alternativas de forma racional e fundamentada. Dependendo do perfil da organização e do contexto do projeto, diferentes abordagens podem ser aplicadas para minimizar perdas ou maximizar oportunidades. 

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Metodologias de tomada de decisão sob incerteza 

Quando os gestores precisam tomar decisões sem informações completas, diferentes metodologias podem ser aplicadas para reduzir a incerteza e garantir escolhas mais seguras. 

As três abordagens mais comuns na gestão de riscos em projetos são: 

  • Critério Máximo dos Mínimos (Wald) – Para gestores que preferem minimizar riscos e garantir um retorno mínimo. 
  • Critério Máximo dos Máximos (Otimista) – Para quem busca maximizar os ganhos, mesmo correndo riscos. 
  • Critério Mínimo dos Máximos Arrependimentos (Savage) – Para quem deseja minimizar a possibilidade de arrependimento no futuro. 

A seguir, detalhamos cada uma dessas metodologias e como elas podem ser aplicadas na gestão de projetos

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1. Critério Máximo dos Mínimos (Wald) – Para quem prefere segurança 

Esse método, também chamado de minimax, é ideal para gestores que priorizam segurança e previsibilidade. Ele consiste em escolher a alternativa que garante o melhor resultado no pior cenário possível

Exemplo prático: Imagine um participante de um jogo de perguntas e respostas que tem duas opções: 
Desistir e garantir R$ 100 mil 
Continuar e arriscar ganhar R$ 200 mil ou apenas R$ 40 mil se errar 

Se aplicarmos o Critério de Wald, a melhor opção seria desistir e garantir os R$ 100 mil, pois minimiza a perda potencial. 

Esse método é amplamente utilizado em setores onde a gestão de riscos em projetos exige previsibilidade, como engenharia, infraestrutura e finanças. 

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2. Critério Máximo dos Máximos (Otimista) – Para quem busca o maior retorno 

Enquanto o Critério de Wald foca na segurança, essa metodologia é ideal para gestores que assumem riscos para obter o maior ganho possível. A estratégia é escolher a alternativa que proporciona o melhor cenário, independentemente dos riscos envolvidos

Exemplo prático: No mesmo jogo de perguntas e respostas, um gestor otimista optaria por continuar, pois há a chance de ganhar R$ 200 mil. 

Esse critério é comum em empresas inovadoras e startups, que estão dispostas a correr riscos para obter ganhos expressivos. 

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3. Critério Mínimo dos Máximos Arrependimentos (Savage) – Para quem quer evitar arrependimentos 

Essa metodologia, também chamada de minimax regret, foca em minimizar o arrependimento futuro. Ela permite que os gestores avaliem o impacto de uma decisão errada e escolham a alternativa que reduz a possibilidade de grandes perdas.  

Em outras palavras, a metodologia permite a escolha que geraria menor arrependimento e ajuda a evitar o sentimento de ter feito a escolha errada.  

Exemplo prático: Se o participante do jogo desistir e descobrir que a resposta correta era fácil, ele pode se arrepender por não ter tentado ganhar R$ 200 mil. Por outro lado, se continuar e errar, o arrependimento será menor, pois a diferença entre a decisão segura (R$ 100 mil) e a perda (R$ 40 mil) é menor. 

Esse critério é ideal para projetos de grande impacto, onde a decisão errada pode gerar prejuízos expressivos no futuro. 

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Transforme riscos em oportunidades na gestão de projetos

Na gestão de projetos, a incerteza é um fator inevitável, mas tomar decisões estruturadas pode transformar riscos em oportunidades. As metodologias apresentadas neste artigo mostram que diferentes abordagens podem ser utilizadas para reduzir incertezas e tomar decisões mais seguras e eficazes. 

Seja priorizando a segurança com o Critério de Wald, maximizando ganhos com o Critério Otimista, ou minimizando arrependimentos com o Critério de Savage, cada estratégia tem sua aplicação ideal. O segredo está em escolher a metodologia mais adequada para o contexto do projeto e o perfil da organização. 

Ao utilizar essas abordagens, gestores garantem maior previsibilidade, reduzem riscos e aumentam as chances de sucesso em seus projetos. 

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